Parque Nacional da Chapada dos Guimarães assenta-se sobre um trecho dos planaltos divisores entre as bacias dos rios da Prata e Amazonas. Distante apenas 67 km de Cuiabá e próximo também á cidade de Chapada dos Guimarães, considerada centro geodésico da América do Sul. Com importantes atrações turísticas, como paredões, grutas, cachoeiras, gigantescas esculturas de pedra e a vegetação de cerrado forrando o solo de verde. De relevo aplainado no topo e escarpado nas bordas, e com altitudes de 600 a 800 metros. A Chapada dos Guimarães tem sua superfície moldada nos arenitos da formação Bauru, o que confere a região um colorido especial em tons de vermelho alaranjado, esta explosão de exotismo está cravada estrategicamente no centro da América do sul.
O caminho natural para se chegar até lá é pela MT 305 que liga Cuiabá a Chapada em 64 km de rodovia asfaltada em bom estado de conservação em pouco menos do que 1 hora de carro.Nossa visita se deu em dias distintos, sempre retornando a capital depois de 1 dia de passeio mas o ideal é passar uns dias na Chapada.
Já na Estrada você se depara com os paredões rochosos da Chapada, e muitas pedras em que a erosão transformou em verdadeiras esculturas naturais, o visual é emocionante.
O primeiro local que conheci foi o Portão do Inferno, ainda na estrada o carro passou por uma curva perigosa, ao lado de um canyon com mais de 50m de altura. Logo adiante, antes da curva do Portão, teste a sua crença,: deixe o carro parado em ponto morto e perceba, que ao invés de descer, o carro sobe cada vez mais rápido, é impressionante. Este fenômeno ocorre devido à força magnética da região. Só não se arrisque, lógico, esse teste só deve ser feito com estrada vazia.
Como nesse dia o nosso tempo era curto já que iniciamos o passeio na parte da tarde, partimos direto para o centro da Chapada dos Guimarães, uma cidade tranqüila e pacata cercada ruas e casas antigas. O destaque do vilarejo é a praça central onde fica a Igreja de Nossa Senhora de Santana, a padroeira da cidade, construída em 1779, em estilo barroco, pelos índios colonizados e escravos. Por fora, parece muito simples,estava fechada e não conheci por dentro mas os guias de viagem dizem que o interior desta igreja é repleto de imagens portuguesas, em rococó rebuscado, enfeitando um altar pintado a ouro no século 18.
Como já era tarde a fome começou a bater e fui convidado a conhecer o que há de melhor da cozinha regional da Chapada, bem próximo da praça central, fica a Casa do Artesão, um Restaurante comandado por uma senhora, ela mesma faz tudo, recebe os clientes, cozinha e serve. Decoração simples, comida farta e de excelente qualidade. O Restaurante trabalha por encomenda, você chega faz o pedido e marca hora para retornar quando a comida estiver pronta. Os ingredientes regionais como o pequi é cultivado no próprio local. Nós pedimos a galinhada caipira com arroz de pequi acompanhado pela farofa de banana da terra, tudo isso servido em panela de ferro, como sobremesa bolo de arroz, um bolo doce feito a partir da farinha do cereal socada no pilão.
O almoço já estava encomendado, então partimos para conhecer o Mirante do Morro de São Jerônimo , o lugar ideal para ter uma visão panorâmica da planície, a vista é deslumbrante , vê-se todo o caminho da Chapada até Cuiabá, visual magnífico que transmite muita tranqüilidade.
Como já era tarde, logo depois do almoço, voltamos para Cuiabá e decidimos retornar em outro dia, para conhecer outros pontos turísticos da região
Na nossa segunda visita a Chapada, o primeiro ponto de parda foi na Salgadeira, um terminal turístico, onde o viajante pode encontrar uma área de camping, restaurantes e uma trilha que leva até a Cachoeira Salgadeira., uma pequena queda d’água onde os turistas podem tomar banho. Estes terminais turísticos são muitos utilizados na região funcionando como fossem praias, vale conhecer mas têm tanta gente que é melhor passar batido.
Em seguida fomos conhecer a o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, outro terminal turístico que dá acesso a uma das principais atrações da Chapada, a Cachoeira Véu da Noiva, uma grande queda livre formada entre canyons com 86 m de altura, o visual é incrível, há um mirante em que você pode observar a queda d’água e para os mais dispostos há diversas trilhas que dão acesso ao lago que se forma ao final da queda, essas trilhas são longas e é melhor que se façam acompanhados por guia.
Depois de tanta trilha e cachoeira, fui levado para a Pousada do Penhasco, um complexo formado pela pousada, restaurante e o mirante. Para quem não está hospedado a entrada é pelo restaurante, onde almoçamos. Eles servem um buffet com comida regional e outro pratos da culinária brasileira, a comida é boa, mas o que chama atenção é a atmosfera do local, um visual magnífico e muito tranqüilo, o Restaurante do Penhasco fica em um grande varandão de madeira sobre um precipício, houve-se o canto dos pássaros acompanhados por muita bossa nova no som ambiente.
Logo após o restaurante fica a trilha do mirante, um longo caminho de quase 600m pela mata que começa perto do restaurante do hotel e segue por uma escada de madeira até o Mirante do Penhasco, onde começa um paredão que desce até quase o nível do mar. Outro visual maravilhoso, o vislumbre da Chapada foi espetacular,dura foi à subida de volta.
Descansados depois do almoço fomos conhecer outras cachoeiras da região, paramos na Cachoeira dos Namorados, com uma queda de 8m de altura, rodeada por uma densa floresta atrás da faixa de areia branca que margeia as pedras. E a Cachoeirinha Que possui 15m de altura, água muita limpa e fria com pequena praia. Ambas ficam em mais um terminal turístico com recepção, restaurante, lanchonete e sanitários.Como ninguém é de ferro não resisti a um banho de rio em uma das colônias de férias presentes na região antes de retornar a Cuiabá.
A Chapada dos Guimarães é um lugar fascinante cercado de muita natureza e um certo ar de misticismo, faltaram conhecer outros locais, como a Cidade de Pedra e a Caverna Aro Jarí, como estava hospedado em Cuiabá, não deu para conhecer tudo, vale muita a pena se hospedar na cidade e passar uns 4/5 dias por lá curtindo a natureza, para os amantes dos esportes radicais, pode- se contratar uma empresa idônea e aproveitar as trilhas e cavernas locais, além de atividades como rafting, montanhismo e rapel .