Ventura

Entradas categorizadas em ‘Rio de Janeiro’

Miguel Pereira

23 Outubro , 2007 · 8 Comentários

05lago_javary.jpg

Em 1913, o médico e professor Miguel da Silva Pereira fixou residência no Sítio Maria Clara, por ele comprado na Estiva. As delícias do clima, as belezas naturais da Serra e a cordialidade do povo do lugar foram amplamente divulgados em todo o Estado do Rio, em virtude do intenso trabalho de propaganda feito por esse médico, e por conseqüência toda a região experimentou um grande surto de crescimento.

dsc01375.jpg

Miguel Pereira se denomina o terceiro melhor clima do mundo, devido à combinação da altitude (618 metros em relação ao nível do mar), topografia, Vegetação e o clima temperado e sub-tropical da cidade, com verões bem quentes e relativamente úmidos e invernos rigorosos, porém secos. A temperatura média no verão é de 28º C e, no inverno, de 19ºC.

dsc01409.jpg

A evolução histórica de Miguel Pereira acha-se ligada à de Vassouras e Paty do Alferes, e à expansão da cultura cafeeira no vale do Rio Paraíba do Sul. Mesmo fazendo parte do município de Vassouras, e sofrendo com o declínio econômico em face da degradação ambiental e da libertação dos escravos, a região recebe alguns benefícios e o desenvolvimento urbano é impulsionado no início do século XX, quando foi aberto ramal auxiliar da Estrada de Ferro Leopoldina partindo de Japeri, na Baixada Fluminense, atingindo o Vale do Rio Paraíba. O eixo ferroviário estimularia o nascimento de povoações que, em sua maioria, abrigavam os próprios trabalhadores da ferrovia.

dsc01374.jpg

O acesso original pela ferrovia seria substituído na década de 50 por uma rodovia, cuja pavimentação posterior representou grande estímulo ao desenvolvimento urbano e turístico da Área. A linha férrea hoje se encontra desativada, uma pena, pois o seu funcionamento poderia impulsionar ainda mais o turismo na região, facilitando o trânsito de visitantes entre as cidades, além de compor um belo caminho.

01ponte_paulodefrontin.jpg

Categorias: Rio de Janeiro · Viagem

Paty do Alferes e o Museu da Cachaça

30 Setembro , 2007 · 8 Comentários

panorma_paty.jpg

As primeiras notícias que se tem sobre Paty do Alferes são do século XVII, quando o sertanista Garcia Rodrigues Paes abria caminho de Minas Gerais ao Rio de Janeiro e depararam com as terras do Alferes Leonardo Cardoso da Silva, conhecidas na época como “Roça do Alferes”. O nome se refere à grande quantidade de patis – palmeiras de pequeno porte – encontradas no local. O proprietário possuía a patente militar de alferes (denominação da época para tenente).

Na cidade de Paty do Alferes aconteceu um dos mais importantes levantes de negros do Estado do Rio de Janeiro. O líder Manoel Congo entrou para a história em 1838, fazendo tremer os sólidos alicerces do regime escravocrata fluminense nas terras do café.

O município também é conhecido por ser o maior produtor de tomates do estado do Rio de Janeiro e onde todo ano é realizada a tradicional Festa do Tomate, com exposição agropecuária e shows com artistas populares.

Em Paty do Alferes também fica o Museu da Cachaça onde os visitantes podem conhecer o processo de envelhecimento e de engarrafamento da aguardente de cana-de-açúcar, assim como provar e adquirir o produto.

dsc01396.JPG

Museu da Cachaça

dsc01392.JPG

dsc00005.JPG

Primeiro no gênero do país, seu acervo é composto por cerca de 1.400 marcas de cachaça de todas as regiões do país, catalogadas pelos temas de seus rótulos, quadros que retratam a história da Cachaça, documentos históricos e, ainda, um mini alambique de cobre com painéis explicativos.

dsc00011.JPG

dsc00009.JPG

Seus idealizadores, Íris e Iale Renan, inauguraram o Museu em 1991 e foram colecionando algumas centenas de garrafas compradas em todos os cantos do Brasil, para montar este acervo vasto e peculiar, que é apresentado aos seus visitantes junto com quadros, coleções de crônicas e artigos, livros especializados, trovas populares, dentre muitas outras atrações, que compõem a importante história da cachaça.

dsc00045.JPG

dsc00047.JPG

No Museu também estão instaladas uma indústria artesanal de aguardente, duas adegas e um bar para degustação gratuita, onde você pode experimentar diversos tipos da bebida tais como: pura ou envelhecida por 2, 5 ou 10 anos; e cachaças com sabores, tipo : laranja, abacaxi, cravo, canela, caramelizada, entre outros sabores .Você experimenta tanta cachaça que se não tomar cuidado sai tonto de lá, a minha preferida é a com sabor de laranja, é muito leve parece um licor.

dsc01386.JPG

dsc01388.JPG

O horário para visitação é de terça a quinta das 9h Às 18h, segunda e domingo das 9h às 17h e aos sábados das 9h às 19h. As visitas são acompanhadas por duas recepcionistas que dão explicações sobre o acervo, o processo de fabricação e também auxiliam na degustação e compra de cachaça para os interessados.

Museu da Cachaça:

Rua Nova Mantiqueira, 227 – Mantiqueira – Paty do Alferes/RJ – Tel: (24) 2485-1576.

Categorias: Rio de Janeiro · Viagem

Conhecendo o Sul Fluminense: Região do Vale do Ciclo do Café

25 Setembro , 2007 · 15 Comentários

dsc00039.JPG

Neste fim de semana fui convidado por um amigo a conhecer a Região do Vale do Ciclo do Café, especificamente Vassouras, Miguel Pereira e Paty do Alferes. A Região teve papel importante na época imperial por ser o principal pólo de produção econômica na época.

No final do século XVIII, o café conquista o mundo, tornando-se o principal produto de comercialização do Brasil. A expansão da lavoura cafeeira começou nas regiões montanhosas do sul fluminense, próximas da capital . Naquela época a procura de terras se dava ao longo do Rio Paraíba do Sul, pois as terras eram mais férteis.

Em 1782 surge a Sesmaria de Vassouras e Rio Bonito. Em 1821 é criada a Vila de Paty do Alferes, da qual o povoado de Vassouras fazia parte. Nesse tempo o café começa a ser cultivado na região, o Café toma o lugar da mata Atlântica, as vilas crescem, as fazendas se multiplicam. Surge uma nova aristocracia rural: os Condes, Viscondes e Barões do Café

Em 1857 Vassouras é elevada a condição de cidade. Nesse período o café já era o maior produto de exportação brasileiro e Vassouras o centro de sua produção e comercialização vivendo seu apogeu.

De início, a lavoura cafeeira desenvolveu-se com base na grande propriedade de monocultura e na utilização do trabalho escravo, mas com a proibição desta atividade em 1850, os fazendeiros foram obrigados a substituir os escravos pelos trabalhadores livres assalariados – imigrantes europeus que tinham o incentivo do governo para trabalhar nos campos de cultivo.

Na segunda metade do Século XIX a produção de café na Região Sul Fluminense começa a entrar em declínio. Na época só se utilizava a queimada para preparar a terra, e a exploração sem consciência ocasionou erosão do solo que secou as nascentes, a devastação modificou o clima e marcou o fim das grandes lavouras de Café na região.

Com a decadência desta região São Paulo se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais às cidades de Campinas e Ribeirão Preto.

 

As fazendas do Ciclo do Café

 

 

faz_secret_1.jpg

Hoje, o que sobrou desta rica trajetória que foi responsável por vultosas mudanças sócio-econômicas e culturais em nosso país, está disponível para visitação. Depois de uma época de decadência, os descendentes daquelas famílias e/ou os novos proprietários destas fazendas, investiram em preservação e restauro, formando uma rede de visitação, com opções de hospedagem, almoços, lanches e visitas guiadas. Quando for visitar esta fazendas não esqueça de se programar com antecedência pois a maioria delas exigem agendamento prévio e costumam estar abertas para visitação somente nos fins de semana.

 

 

Maiores Informações:

http://www.valedocafe.com.br/fazendas.htm

http://www.preservale.com.br/

 

Vassouras

 

dsc00001.JPGCidade dos Barões do Café. Além do Centro Histórico e da Casa de Cultura, um programa imperdível é a visita ao Museu Casa da Hera, onde podemos conhecer mais a fundo o estilo de vida e de moradia da elite cafeeira dos tempos do Império.

Vassouras foi o centro urbano de maior projeção no Vale do Paraíba durante o ciclo cafeeiro, sendo inclusive conhecida como “Terra dos Barões”. Foram erguidos casarões, palacetes, hotéis e um teatro.

A implantação da sede obedeceu a padrões característicos do período do café, com ocupação diversificada entre zonas altas e baixas, cujo pólo central é a praça de grandes dimensões que abriga a igreja matriz.

 

Conjunto Urbanístico e Arquitetônico

 

dsc00026.JPG

Conjunto de construções do séc. XIX em ruas e praças singularmente alinhadas acompanhando a topografia do terreno. O acesso é pela rua Otávio Gomes, e tem como ponto culminante a Praça Barão de Campo Belo. As principais atrações do conjunto são o Chafariz Monumental, Igreja Matriz, Paço Municipal, Solar do Barão de Vassouras, Palacete Itambé, prédios do Fórum e da Antiga Santa Casa, Solar do Barão Massarambá, Antiga Estação Ferroviária. Destaque também para as palmeiras e figueiras imperiais e o calçamento histórico preservado.

 

Praça Barão de Campo Belo

dsc00017.JPG

Construída em 1835 a pedido do Barão de Campo Belo. Só foi totalmente concluída em 1857, quando foram plantadas as palmeiras e construídas as calçadas. O projeto criou um grande tapete verde ascendente em direção à Igreja Matriz cercado de palmeiras imperiais, com canteiros demarcados por arbustos recortados, bem ao gosto da época. No século XX foram colocados o lago, as demais árvores e os bustos. Um dos principais marcos históricos da cidade.

 

Matriz de Nossa Senhora da Conceição

 

dsc00027.JPG

Teve sua origem em pequena capela erguida em 1828 pelo Barão de Ayuruoca. Sua forma atual só foi atingida em meados do século XIX.

 

Chafariz Monumental

 

dsc00029.JPG

Construído em 1845, todo em cantaria, segundo projeto do arquiteto espanhol D. Joaquim de Souto Garcia de la Veja.

 

Casa de Cultura Presidente Tancredo Neves

 

dsc00028.JPG

O prédio foi construído por volta de 1845 no estilo neoclássico do século XIX. De 1872 até 1908 funcionou com o nome de Biblioteca Popular de Vassouras. Em 1935 Maurício de Lacerda, Pai do Governador Carlos Lacerda, colaborou na sua restauração e doou ao seu acervo livros da sua coleção particular. Com a sua morte em 1959 a Biblioteca recebeu o seu nome. A Prefeitura adquiriu o imóvel em 1978 criando a Casa de Cultura para abrigar a Biblioteca e o Arquivo Público de Vassouras e em 1994 em homenagem ao ex Presidente da República, recebeu o nome de Casa de Cultura Presidente Tancredo Neves.

Funciona como posto de informações turísticas, sala de exposições e Sede da Secretaria de Cultura. No térreo você pode ver um painel com fotos e informações sobre as fazendas históricas da região, além de uma sala de exposições, no segundo andar fica a Biblioteca e mais uma feira com produtos da região.

dsc00024.JPG

 

Paço Municipal / Prédio da Prefeitura e Câmara Municipal

 

dsc00033.JPG

Construído a partir de 1849 para servir a Casa de Câmara e Cadeia, foi concluído em 1874. Em 1934, a Coletoria, o Júri e a Cadeia foram transferidos para o prédio do Fórum, ficando o Paço Municipal para uso exclusivo da Prefeitura e Câmara Municipal.

dsc00036.JPG

 

Museu da Chácara da Hera

 

dsc00042.JPG

Antiga residência particular que virou museu em 1965. Em seu acervo destacam-se pinturas a óleo e gravuras francesas, mapas, álbum de poemas, peças de vestuário, mobiliário, objetos antigos e biblioteca com cerca de milhares de jornais e livros da época do Império. Chá Imperial/ Teatro Interativo são oferecidos no último sábado do mês (maio /outubro). Reserva antecipada.

Museu da Casa da Hera:

Rua Dr. Fernandes Júnior, 160 – Centro – Vassouras/RJ horário para visitação: quarta a domingo de 11h às 17h. Tel: (24) 2471-23 42.

Categorias: Rio de Janeiro · Viagem

Turismo de Aventura : Rafting em Três Rios

6 Dezembro , 2006 · 6 Comentários

Em Janeiro deste ano, eu mais um grupo de amigos, “atletas “de primeira linha, com uma vasta experiência em aventuras radicais, decidimos fazer um Rafting; mentira…todo mundo sedentário mas com muita disposição. Essa idéia vinha sendo gestada por algum tempo, mas era sempre adiada porque alguém no grupo sempre tinha algum problema que jogava a nossa aventura para frente.
Escolhemos a empresa Aventur, eles se organizam através de um Hotel Fazenda em Três Rios, no site você vê todos os procedimentos para fazer a reserva e chegar até lá. Você deve chegar até as 10 horas da manhã , lá no hotel eles organizam um café da manhã e depois te levam para o Munícípio de Levi Gaspariam na divisa com o Estado de Minas Gerais, quando você chega os botes já estão organizados, você recebe os equipamentos de segurança e recebe as orientações antes de iniciar a aventura.

Passadas as intruções, começa o “passeio”, o início é tranquilo você rema por um longo trexo plano do Rio Paraibuna até chegar a primeira corredeira, a mais puxada, para você tomar um susto logo de início. Trata- se de uma queda livre de quase 7 metros, exige muito esforço físico, já que nas corredeiras todos são obrigados a remar para que o barco não vire. O susto é grande mas a sensação é ótima, você ganha um pique de adrenalina logo de início.

A partir deste momento não tem mais brincadeira, o bote fica alternando entre trexos com corredeiras e outros mais tranquilos, em vários momentos o bote dá uma parada para que você possa nadar um pouco pelo Rio para relaxar e se refrescar já que o calor é intenso. Depois de quase 3 horas remando pelo Rio , logos após o encontro dos Rios Paraibuna, Piabanha e Paraiba do Sul, você retorna ao hotel, onde você troca as suas roupas molhadas e é recebido para o almoço, tudo incluído no pacote.

Rafting é tarefa para quem tem coragem e disposição, ao final do dia você fica muito cansado e no dia seguinte você pode esperar algumas dores musculares se não tiver preparo físico, mas vale muito a pena apesar de todo o cansaço. Para os marinheiros de primeira viajem, vale uma dica, prefira um dia de Sábado, ou que pelo menos você não tenha que trabalhar no dia seguinte para poder descansar. Outra coisa, nem pense em dirigir na volta pra casa, leve alguém que possa dirigir por você e que não participe do rafting ou senão contarte uma vam para que possa tranportar o seu grupo.

Obs : somente esta ultima foto foi tirada por mim, as demais eu retirei da divulgação do site da aventur, não possuo uma camêra a prova d’água e por isso não pude registrar a nossa aventura no Rio Paraibuna.

Categorias: Aventura · Rio de Janeiro

Exposição: Mirabolante Miró – Museu de Arte Contemporânea de Niterói

29 Maio , 2006 · Deixe um comentário


Não percam a oportunidade de visitar a Exposição : Mirabolante Miró, no Museu de Arte Contempôranea de Niteroi. O passeio é ótimo, o Museu é uma obra prima da Obra de Oscar Niemeyer e casou muito bem com as gravuras do artista catalão. Até o próximo Domingo, 4 de junho, ainda têm-se a oportunidade de ver as 172 gravuras em diferentes técnicas, 25 pôsteres e livros ilustrados.
A mostra saída do acervo da Galeria Lelong, de Paris, é considerada a mais completa dedicada à obra sobre papel do artista, representa uma oportunidade e, pode ser a única, de acesso do público do Rio a este acervo museológico, trata-se da primeira mostra internacional do museu e a entrada é gratuita.

A exposição, que não tinha perspectivas de vir para o Rio quando estreou no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, em dezembro e começou a ser negociada com o MAC em janeiro.
O domínio do traço e da cor dá o tom da montagem, organizada pelo francês Jean Frémont, curador da Galeria Lelong, e pelos brasileiros Fábio Magalhães e Leonel Kaz – este último, responsável pela montagem no MAC.


Eu visitei a exposição no fim de semana do feriado de Tiradentes e aproveitei para conhecer um pouco de Niterói também, o passeio foi ótimo, depois de visitar o Museu apreveitei e fui caminhando pela orla até a praia de Charitas, como estava sozinho e queria aproveitar o dia aguentei bem, mas a caminhada do Museu até Charitas foi bem puxada, porém o visual da Baia de Guanabara foi compensador e também rendeu belas fotos.

Quem tiver oportunidade não deixem de fazer este passseio e aproveitar para ver a exposição.

Categorias: Rio de Janeiro