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Miguel Pereira

23 Outubro , 2007 · 8 Comentários

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Em 1913, o médico e professor Miguel da Silva Pereira fixou residência no Sítio Maria Clara, por ele comprado na Estiva. As delícias do clima, as belezas naturais da Serra e a cordialidade do povo do lugar foram amplamente divulgados em todo o Estado do Rio, em virtude do intenso trabalho de propaganda feito por esse médico, e por conseqüência toda a região experimentou um grande surto de crescimento.

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Miguel Pereira se denomina o terceiro melhor clima do mundo, devido à combinação da altitude (618 metros em relação ao nível do mar), topografia, Vegetação e o clima temperado e sub-tropical da cidade, com verões bem quentes e relativamente úmidos e invernos rigorosos, porém secos. A temperatura média no verão é de 28º C e, no inverno, de 19ºC.

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A evolução histórica de Miguel Pereira acha-se ligada à de Vassouras e Paty do Alferes, e à expansão da cultura cafeeira no vale do Rio Paraíba do Sul. Mesmo fazendo parte do município de Vassouras, e sofrendo com o declínio econômico em face da degradação ambiental e da libertação dos escravos, a região recebe alguns benefícios e o desenvolvimento urbano é impulsionado no início do século XX, quando foi aberto ramal auxiliar da Estrada de Ferro Leopoldina partindo de Japeri, na Baixada Fluminense, atingindo o Vale do Rio Paraíba. O eixo ferroviário estimularia o nascimento de povoações que, em sua maioria, abrigavam os próprios trabalhadores da ferrovia.

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O acesso original pela ferrovia seria substituído na década de 50 por uma rodovia, cuja pavimentação posterior representou grande estímulo ao desenvolvimento urbano e turístico da Área. A linha férrea hoje se encontra desativada, uma pena, pois o seu funcionamento poderia impulsionar ainda mais o turismo na região, facilitando o trânsito de visitantes entre as cidades, além de compor um belo caminho.

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Paty do Alferes e o Museu da Cachaça

30 Setembro , 2007 · 8 Comentários

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As primeiras notícias que se tem sobre Paty do Alferes são do século XVII, quando o sertanista Garcia Rodrigues Paes abria caminho de Minas Gerais ao Rio de Janeiro e depararam com as terras do Alferes Leonardo Cardoso da Silva, conhecidas na época como “Roça do Alferes”. O nome se refere à grande quantidade de patis – palmeiras de pequeno porte – encontradas no local. O proprietário possuía a patente militar de alferes (denominação da época para tenente).

Na cidade de Paty do Alferes aconteceu um dos mais importantes levantes de negros do Estado do Rio de Janeiro. O líder Manoel Congo entrou para a história em 1838, fazendo tremer os sólidos alicerces do regime escravocrata fluminense nas terras do café.

O município também é conhecido por ser o maior produtor de tomates do estado do Rio de Janeiro e onde todo ano é realizada a tradicional Festa do Tomate, com exposição agropecuária e shows com artistas populares.

Em Paty do Alferes também fica o Museu da Cachaça onde os visitantes podem conhecer o processo de envelhecimento e de engarrafamento da aguardente de cana-de-açúcar, assim como provar e adquirir o produto.

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Museu da Cachaça

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Primeiro no gênero do país, seu acervo é composto por cerca de 1.400 marcas de cachaça de todas as regiões do país, catalogadas pelos temas de seus rótulos, quadros que retratam a história da Cachaça, documentos históricos e, ainda, um mini alambique de cobre com painéis explicativos.

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Seus idealizadores, Íris e Iale Renan, inauguraram o Museu em 1991 e foram colecionando algumas centenas de garrafas compradas em todos os cantos do Brasil, para montar este acervo vasto e peculiar, que é apresentado aos seus visitantes junto com quadros, coleções de crônicas e artigos, livros especializados, trovas populares, dentre muitas outras atrações, que compõem a importante história da cachaça.

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No Museu também estão instaladas uma indústria artesanal de aguardente, duas adegas e um bar para degustação gratuita, onde você pode experimentar diversos tipos da bebida tais como: pura ou envelhecida por 2, 5 ou 10 anos; e cachaças com sabores, tipo : laranja, abacaxi, cravo, canela, caramelizada, entre outros sabores .Você experimenta tanta cachaça que se não tomar cuidado sai tonto de lá, a minha preferida é a com sabor de laranja, é muito leve parece um licor.

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O horário para visitação é de terça a quinta das 9h Às 18h, segunda e domingo das 9h às 17h e aos sábados das 9h às 19h. As visitas são acompanhadas por duas recepcionistas que dão explicações sobre o acervo, o processo de fabricação e também auxiliam na degustação e compra de cachaça para os interessados.

Museu da Cachaça:

Rua Nova Mantiqueira, 227 – Mantiqueira – Paty do Alferes/RJ – Tel: (24) 2485-1576.

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Conhecendo o Sul Fluminense: Região do Vale do Ciclo do Café

25 Setembro , 2007 · 15 Comentários

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Neste fim de semana fui convidado por um amigo a conhecer a Região do Vale do Ciclo do Café, especificamente Vassouras, Miguel Pereira e Paty do Alferes. A Região teve papel importante na época imperial por ser o principal pólo de produção econômica na época.

No final do século XVIII, o café conquista o mundo, tornando-se o principal produto de comercialização do Brasil. A expansão da lavoura cafeeira começou nas regiões montanhosas do sul fluminense, próximas da capital . Naquela época a procura de terras se dava ao longo do Rio Paraíba do Sul, pois as terras eram mais férteis.

Em 1782 surge a Sesmaria de Vassouras e Rio Bonito. Em 1821 é criada a Vila de Paty do Alferes, da qual o povoado de Vassouras fazia parte. Nesse tempo o café começa a ser cultivado na região, o Café toma o lugar da mata Atlântica, as vilas crescem, as fazendas se multiplicam. Surge uma nova aristocracia rural: os Condes, Viscondes e Barões do Café

Em 1857 Vassouras é elevada a condição de cidade. Nesse período o café já era o maior produto de exportação brasileiro e Vassouras o centro de sua produção e comercialização vivendo seu apogeu.

De início, a lavoura cafeeira desenvolveu-se com base na grande propriedade de monocultura e na utilização do trabalho escravo, mas com a proibição desta atividade em 1850, os fazendeiros foram obrigados a substituir os escravos pelos trabalhadores livres assalariados – imigrantes europeus que tinham o incentivo do governo para trabalhar nos campos de cultivo.

Na segunda metade do Século XIX a produção de café na Região Sul Fluminense começa a entrar em declínio. Na época só se utilizava a queimada para preparar a terra, e a exploração sem consciência ocasionou erosão do solo que secou as nascentes, a devastação modificou o clima e marcou o fim das grandes lavouras de Café na região.

Com a decadência desta região São Paulo se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais às cidades de Campinas e Ribeirão Preto.

 

As fazendas do Ciclo do Café

 

 

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Hoje, o que sobrou desta rica trajetória que foi responsável por vultosas mudanças sócio-econômicas e culturais em nosso país, está disponível para visitação. Depois de uma época de decadência, os descendentes daquelas famílias e/ou os novos proprietários destas fazendas, investiram em preservação e restauro, formando uma rede de visitação, com opções de hospedagem, almoços, lanches e visitas guiadas. Quando for visitar esta fazendas não esqueça de se programar com antecedência pois a maioria delas exigem agendamento prévio e costumam estar abertas para visitação somente nos fins de semana.

 

 

Maiores Informações:

http://www.valedocafe.com.br/fazendas.htm

http://www.preservale.com.br/

 

Vassouras

 

dsc00001.JPGCidade dos Barões do Café. Além do Centro Histórico e da Casa de Cultura, um programa imperdível é a visita ao Museu Casa da Hera, onde podemos conhecer mais a fundo o estilo de vida e de moradia da elite cafeeira dos tempos do Império.

Vassouras foi o centro urbano de maior projeção no Vale do Paraíba durante o ciclo cafeeiro, sendo inclusive conhecida como “Terra dos Barões”. Foram erguidos casarões, palacetes, hotéis e um teatro.

A implantação da sede obedeceu a padrões característicos do período do café, com ocupação diversificada entre zonas altas e baixas, cujo pólo central é a praça de grandes dimensões que abriga a igreja matriz.

 

Conjunto Urbanístico e Arquitetônico

 

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Conjunto de construções do séc. XIX em ruas e praças singularmente alinhadas acompanhando a topografia do terreno. O acesso é pela rua Otávio Gomes, e tem como ponto culminante a Praça Barão de Campo Belo. As principais atrações do conjunto são o Chafariz Monumental, Igreja Matriz, Paço Municipal, Solar do Barão de Vassouras, Palacete Itambé, prédios do Fórum e da Antiga Santa Casa, Solar do Barão Massarambá, Antiga Estação Ferroviária. Destaque também para as palmeiras e figueiras imperiais e o calçamento histórico preservado.

 

Praça Barão de Campo Belo

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Construída em 1835 a pedido do Barão de Campo Belo. Só foi totalmente concluída em 1857, quando foram plantadas as palmeiras e construídas as calçadas. O projeto criou um grande tapete verde ascendente em direção à Igreja Matriz cercado de palmeiras imperiais, com canteiros demarcados por arbustos recortados, bem ao gosto da época. No século XX foram colocados o lago, as demais árvores e os bustos. Um dos principais marcos históricos da cidade.

 

Matriz de Nossa Senhora da Conceição

 

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Teve sua origem em pequena capela erguida em 1828 pelo Barão de Ayuruoca. Sua forma atual só foi atingida em meados do século XIX.

 

Chafariz Monumental

 

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Construído em 1845, todo em cantaria, segundo projeto do arquiteto espanhol D. Joaquim de Souto Garcia de la Veja.

 

Casa de Cultura Presidente Tancredo Neves

 

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O prédio foi construído por volta de 1845 no estilo neoclássico do século XIX. De 1872 até 1908 funcionou com o nome de Biblioteca Popular de Vassouras. Em 1935 Maurício de Lacerda, Pai do Governador Carlos Lacerda, colaborou na sua restauração e doou ao seu acervo livros da sua coleção particular. Com a sua morte em 1959 a Biblioteca recebeu o seu nome. A Prefeitura adquiriu o imóvel em 1978 criando a Casa de Cultura para abrigar a Biblioteca e o Arquivo Público de Vassouras e em 1994 em homenagem ao ex Presidente da República, recebeu o nome de Casa de Cultura Presidente Tancredo Neves.

Funciona como posto de informações turísticas, sala de exposições e Sede da Secretaria de Cultura. No térreo você pode ver um painel com fotos e informações sobre as fazendas históricas da região, além de uma sala de exposições, no segundo andar fica a Biblioteca e mais uma feira com produtos da região.

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Paço Municipal / Prédio da Prefeitura e Câmara Municipal

 

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Construído a partir de 1849 para servir a Casa de Câmara e Cadeia, foi concluído em 1874. Em 1934, a Coletoria, o Júri e a Cadeia foram transferidos para o prédio do Fórum, ficando o Paço Municipal para uso exclusivo da Prefeitura e Câmara Municipal.

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Museu da Chácara da Hera

 

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Antiga residência particular que virou museu em 1965. Em seu acervo destacam-se pinturas a óleo e gravuras francesas, mapas, álbum de poemas, peças de vestuário, mobiliário, objetos antigos e biblioteca com cerca de milhares de jornais e livros da época do Império. Chá Imperial/ Teatro Interativo são oferecidos no último sábado do mês (maio /outubro). Reserva antecipada.

Museu da Casa da Hera:

Rua Dr. Fernandes Júnior, 160 – Centro – Vassouras/RJ horário para visitação: quarta a domingo de 11h às 17h. Tel: (24) 2471-23 42.

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Machu Picchu : Viagem Adiada

23 Agosto , 2007 · 6 Comentários

Estava com tudo planejado para ir para o Peru agora em Setembro mas tive que adiar. Quero deixar claro que o terremoto não tem nada haver com isso, apesar de ter ficado assustado um pouco, as notícias dão conta que a região andina, onde está Machu Picchu , não sofreu qualquer impacto e que na capital peruana, Lima, apesar de alguns abalos este não estão impedindo o acesso de turistas a cidade. Os problemas estão concentrados no sul do país, no Departamento( Estado) de Ica.

Adiei a viagem porque estou mudando de residência e ficaria impossível organizar mudança e preparar viagem ao mesmo tempo, assim Machu Picchu ficará para 2008.

 

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Um Pouco Mais Sobre Machu Picchu : O Meu Projeto de Roteiro

28 Julho , 2007 · 45 Comentários

Como não disponho do tempo e da energia dos mochileiros optei por chegar a Machu Picchu de avião por Lima. De lá seguirei para Cusco também de avião, depois a proposta é seguir para uma das cidades do Vale Sagrado dos Incas, provavelmente Ollantaytambo, depois seguir de trem até Águas Calientes, para finalmente chegarmos a Machu Picchu. Uma dúvida no meu roteiro é a cidade de Puno, as margens do Lago Titicaca, o tempo de viagem e a disposição da minha companheira é que vão determinar a inclusão desta cidade no meu roteiro, só temos 10 dias disponíveis e talvez tudo isso fique um pouco apertado.

Lima

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Lima foi fundada em 1535 e em pouco tempo converteu-se na cidade mais importante da América. Hoje com mais de 8 milhões de habitantes, acolhe imigrantes de todas as partes do mundo, o que a converteu numa cidade mestiça por excelência. No centro histórico, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, podem ser observadas esplêndidas amostras da arquitetura colonial como a Catedral, o Convento de Santo Domingo e o Convento de San Francisco, assim como lindas sacadas talhadas em madeira. Lima também é uma fonte inesgotável de cultura, amostra disso é a existência de uma enorme quantidade e variedade de Museus como, por exemplo, o Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História e o Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera que albergam tesouros incas e pré-incas de um incalculável valor.

Situados no meio da cidade aparecem imponentes monumentos arqueológicos como a Huaca Huallamarca ou a Huaca Pucllana; e no interior de Lima e frente ao mar, está Pachacámac, o santuário pré-inca mais importante da costa, construído no século III d.C. Outro dos grandes atrativos da cidade são suas praias excelentes para praticar esportes aquáticos, desfrutar do sol, ou simplesmente, observar a beleza do Oceano Pacífico.

Durante este recorrido também poderá provar una das melhores gastronomias do mundo. A cidade oferece uma variada gama de restaurantes e acolhedores locais, onde poderá degustar de deliciosos pratos, resultado da mistura das cozinhas européia, africana e asiática com a andina.

Dicas sobre Lima

    • Não deixe de visitar O Shopping Larcomar Mall no bairro de Miraflores, tem várias boates dentro do shopping, além de lojas, cinemas, teatro.
    • Não deixe de visitar o bairro de Barranco e a região da Calle Berlin
    • Prefira hospedagem nos Bairros de San Isidro, Barranco e Miraflores, as margens do Oceano Pacifico, bairros de classe média, uma espécie de Zona Sul do Rio de Janeiro, com bons hotéis, restaurantes, boates e comércio.
    • Lima é um importante centro gastronômico, procure um restaurante de comida típica, experimente o ceviche, os diversos tipos de milho e de batata e não esqueça do Pisco Sour
    • No centro histórico visite o Barrio Chino e coma num Chifa, restaurante chinês com forte influência andina.
    • Conheça a Plaza de Toros, a terceira mais antiga do mundo.
    • Visite o Parque do Amor no bairro de Miraflores, um espaço romântico com vista para o Oceano Pacífico.

Cusco

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A cidade de Cusco, antiga capital do império incaico, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1983 e sem dúvida é um dos destinos mais importantes do país. Entre suas ruas de pedras encontram-se edifícios de construção inca, como o Koricancha e o Palácio de Inca Roca, junto com construções coloniais de estilo barroco andino, como a Catedral e a igreja da Companhia; além disso, pode ser visitado o pitoresco bairro de San Blas, onde estão os ateliês dos melhores artesãos do departamento. Esta mágica cidade também conta com uma excitante vida noturna e com cafés, restaurantes e bares para todos os gostos.

A dez minutos da cidade levantam-se as gigantescas muralhas da fortaleza de Sacsayhuamán. Uns quilômetros mais, estão os sítios arqueológicos de Qenko, Pukapukara e Tambomachay, construções incas edificadas totalmente em pedra.

Dicas sobre Cusco

  • Fique o máximo que puder em Cusco, a capital cultural e turística do Peru, não falta atração de ruínas a museus.
  • Compre o Boleto Turístico que dá acesso a 16 lugares históricos, entre ruínas e museus.
  • Não deixe de visitar as ruínas que ficam ao redor de Cusco: Tambomachay: conjunto de fontes a poucos quilômetros de Cuzco. Segundo historiadores, teria servido de banho para um dos imperadores incas; Pukapukara: conjunto de corredores subterrâneos com mesas de sacrifício onde os incas matavam lhamas para oferecer ao Deus Sol (Viracocha); e Sacsayhuamán, que fica a uns 10 km do centro.
  • Reserve uma noite para as baladas e conheça: Mama África, o bar mochileiro de Cuzco. Pois é lá que se encontram os mais animados viajantes que passam por Machu Picchu.
  • Em Cuzco as atrações se concentram na Plaza de Armas, os museus, as igrejas, o comércio, e a noite local. Os bares simplesmente caçam os turistas na Rua oferecendo entradas gratuitas com direito a drink de cortesia.
  • Se quiser um pouco mais de sossego evite os hotéis muito próximos a Plaza de Armas.
  • Não deixe de experimentar a Inka Cola é um refrigerante originalmente peruano, e por conseqüência o mais consumido no país., e prove a cerveja Cusquenã.
  • Não deixe de visitar o Koricancha, o palácio Inca transformado em Igreja a Santo Domingo pelos espanhóis.
  • Vá conhecer a pedra de 12 ângulos
  • Não deixe visitar as Igrejas e os Museus de Cusco.

O Vale Sagrado dos Incas

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O Vale Sagrado dos Incas, trata-se de uma série de povoados localizados à nordeste de Cusco distantes cerca de 100 KM. Lá se espalham algumas cidades com ruínas de santuários e fortalezas construídas com gigantescas pedras. Essa é umas das partes mais importantes da viagem e não pode ser perdida. Paisagens espetaculares com vales e aldeias rodeadas de plantação em terraço. As principais cidades são: Pisac, Yucay, Chinchero e Ollantaytambo.

Dicas sobre o Vale Sagrado

  • Se programe para dormir uma noite no Vale Sagrado e de lá seguir para Águas Calientes, cidade próxima às ruínas de Machu Picchu. Dormir no Valle Sagrado vai fazer você ganhar tempo, pois já é a metade do caminho.
  • Durma em Ollantaytambo porque tem uma boa infra-estrutura, o povoado é bem servido de hotéis e restaurante, também é a cidade mais próxima de Águas Calientes, além do mais, possui estação de trem que leva para Machu Picchu.
  • Pegue o Trem na estação de Ollantaytambo, a passagem sai mais barato
  • Conheça o Mercado Indígena de Pisac, uma referência para quem gosta de artesanato. Só fique atento pois o mercado só funciona aos domingos, as terças e quintas-feiras.

Águas Calientes

Porta de entrada para Machu Picchu, servindo de base para os turistas que chegam até a cidadela, sem ter nenhum atrativo turístico relevante a não ser as suas águas termais. É Nesta cidade que ficam os hotéis para quem pretende ficar perto de Machu Picchu, o comercio e restaurantes. Machu Picchu mesmo é somente ruína, perto da cidadela fica um Hotel 5 Estrelas, O Machu Picchu Sanctuary Lodge, da rede Orient Express, a diária neste hotel custa à bagatela de U$ 700,00, coisa para gente muita rica.

Em águas calientes fica a estação ferroviária de onde chegam as pessoas vindas de Cusco e do Vale Sagrado, de lá se pega Ônibus até a entrada das ruínas.

Machu Picchu

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O enigmático complexo de Machu Picchu, o mais importante e extraordinário legado dos antigos peruanos, é parte do Santuário Histórico do mesmo nome, o qual é um dos poucos lugares da América, declarado Patrimônio tanto Cultural como Natural da Humanidade pela UNESCO.

A cidadela de Machu Picchu é o mais importante dos atrativos turísticos de Cusco. Descoberta em 1911 pelo explorador norte americano Hiram Bingham, esta cidadela é considerada uma das mais extraordinárias mostras de arquitetura paisagística do mundo.

Machu Picchu (em quechua, ‘montanha velha’), está encravada encima de uma montanha que domina o vale do rio Urubamba, em plena selva tropical, constituía como centro de culto e observação astronômica e fazenda privada da família do Inca Pachacútec.

Consta de duas grandes áreas: uma agrícola, formada principalmente por escadarias e recintos de armazenagem de alimentos; e outra urbana, na qual destaca a zona sagrada, com templos, praças e mausoléus reais trabalhados com um incrível nível de perfeição. As escadas e canais de pedra são uma constante ao longo deste singular sítio arqueológico. Frente à cidadela eleva-se o Huayna Picchu aonde se pode chegar por um empinado caminho de pedra.

Veja aqui um site com visão panorâmica de machu Picchu

O Caminho Inca

A maioria dos turistas viaja a Machu Picchu da forma tradicional, ou seja, vão de trem até o povoado de Águas Calientes e de lá pegam um micro ônibus até Machu Picchu. O Caminho Inca é indicado somente para aqueles que estão em boa forma física e dispostos a acampar um ou três dias nas montanhas. De um modo ou de outro, o ponto de partida para todos é Cuzco.

O Caminho Inca é uma trilha que atravessa as montanhas acima do rio Urubamba no Peru, seguindo o curso de uma antiga estrada Inca que leva até a cidade de Machu Picchu. É uma das rotas de trekking mais famosas do mundo, pela conjunção de intrigantes ruínas com as espetaculares paisagens que oferece ao viajante durante os dias de caminhada.

Existem várias opções de trilhas na região que levam a Machu Picchu. Geralmente se faz o trajeto em 4 dias e 3 noites que é o chamado Caminho Inca clássico, mas além deste existem outras opções. A maioria dos trekkers faz o Caminho Inca clássico que percorre a trilha em quatro dias até Machu Picchu. A distância a partir do Km 88 da ferrovia, de onde partem os mochileiros, é de 36 Km. Parece pouco, mas lembre-se de que a maior parte é de subidas desgastantes acima de 3000 metros de altitude.

Para fazer a trilha inca é necessário contratar serviços de guias cadastrados. O Caminho é controlado pelo Ministério da Cultura do Peru, a exigência de guias cadastrados é uma necessidade para a preservação das ruínas e do caminho.

A trilha Inca, tem limite de pessoas, 500 por dia, por passarem em uma parte que é preservada. Ha outras trilhas, das trilhas alternativas a mais conhecida é a Salkantay, que não sofre controle do governo e nem há necessidade de guias cadastrados. Contudo as trilhas alternativas são de cunho esportivo ou de apreciação da natureza. A trilha de cunho cultural é a Inca Clássica pois somente nela é que há ruínas.

Para quem quiser fazer O Caminho Inca tem que ficar atento para o mês de fevereiro, pois o caminho é fechado durante este mês,todos os anos. Fevereiro é um dos meses que mais chove na região andina e o governo peruano aproveita para fechar a trilha para que dessa forma a natureza possa se recompor um pouco do desgaste provocado pelo fluxo de viajantes. Contudo as trilhas alternativas continuam a ser usadas por aqueles que viajam neste mês. Apesar de ser proibido o tráfego pela trilha Inca, o Sítio histórico de Machu Picchu continua aberto aos visitantes.

Dicas sobre Machu Picchu

  • Existe um carimbo com o desenho de MP e na saída do parque, você pode pedir para carimbarem no seu passaporte. Antes de sair, do lado direito tem o local onde carimbam o passaporte. É uma grande recordação para quem chegou até lá.
  • se programe para dormir em Águas Calientes no dia da chegada e subir no outro dia, pela manhã sem guia, assim você aproveita bastante o tempo e pode ficar até a hora de descer para almoçar com calma e depois pegar o trem de volta para Cusco as 16:00,
  • Vindo de trem de Cusco ou Ollantaytambo, prefira o trem Vistadome, este o teto é todo de vidro e se tem uma visão de toda a paisagem, é mais caro, mas vale a pena.
  • Suba bem cedo, os ônibus partem para as ruínas a partir das 6 horas, e o Parque abre as 7 h. Às 11 horas chega a galera do trem das 10 e as ruínas ficam lotadas., sem espaço até para fotos
  • Reserve um tempo para subir o Huayna Picchu, que é uma montanha alta onde se pode ver toda a cidadela, dizem que a visão é fantástica, o acesso à montanha é controlado e a trilha leva 1 hora.
  • O ideal é se programar para ficar 2 dias em Águas Calientes, assim você pode ficar em Machu Picchu até o fim do dia sem aqueles grupos barulhentos de turistas.
  • Madrugue, faça um esforço para ver o sol nascer em machu Picchu.
  • Providencie botas de trekking ou um tênis bastante confortável e amaciado, mesmo que você não faça a trilha, pois são muitos dias visitando ruínas com piso irregular de pedra
  • Se for fazer a trilha Inca, lembre-se que o acesso é controlado pelo governo peruano, a contratação de guias cadastrados é obrigatória. È proibido acampar na trilha a não ser que seja através dos serviços dos guias cadastrados.

Puno

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Puno foi sede da cultura Tiahuanaco (800 a 1200 d.C.), máxima expressão do povo Aymara, que se desenvolveu na fronteira onde hoje é Peru e Bolívia; os Incas estiveram no território no século XV e os espanhóis deixaram um importante legado colonial em toda a região, atraídos pela atividade mineira que se desenvolveu no lugar.

A cidade de Puno (3827 m de altitude) é base peruana para acesso ao Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo. Os arredores são espetaculares destacando as Chullpas de Sillustani, com seu conjunto de imponentes torres funerárias.

O lago alberga também diversas ilhas, cujos habitantes preservaram ancestrais costumes e tradições. Um exemplo disso são os Uros, que vivem nas “ilhas flutuantes” fabricadas artificialmente com totora, uma espécie de junco, e que navegam pela região nas suas tradicionais embarcações também de totora.

As ilhas Taquile, Suasi e Amantaní são conhecidas pela amabilidade de seus moradores e pelas ancestrais técnicas de tecido, suas construções pré-colombinas e maravilhosas paisagens.

Obs: As fotos sobre esta série sobre Machu Picchu, foram retiradas dos sites de órgãos governamentais peruanos voltados ao turismo.

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